16 de dezembro de 2016

Mayara Rosa Gonçalves

 

No Brasil central, bovinos engordados a pasto apresentam bom desenvolvimento na estação das chuvas (ganhos de peso da ordem de 0,5 kg / dia) e fraco desempenho na época seca do ano, quando mantém ou até mesmo perdem peso, devido a baixa produção e qualidade das pastagens. Esta seqüência de bons e maus desempenhos geralmente resulta em abate aos 54 meses de idade com um peso médio de 525 kg (QUADROS, 2005).

Com isso há interesse em manter, na seca, ganhos de peso iguais ou superiores aos obtidos nas águas, porém deve-se fornecer aos animais uma alimentação mais equilibrada do que aquela que o animal obtém no pastejo. O confinamento pode ser utilizado para este propósito (QUADROS, 2005).

A maximização do lucro e a redução no tempo de retorno do capital na pecuária de corte tem levado a adoção cada vez maior do confinamento como estratégia integrada no sistema de produção para a terminação dos animais. Nesta etapa  os resultados estão diretamente ligados ao plano nutricional, onde a elaboração adequada da dieta e o manejo diário de alimentação chegam a participar em até 30% nos custos operacionais totais do confinamento (GRAMINHA et al., [2011?]).

Em virtude do processo de globalização, na produção de bovinos, tem sido necessário a implantação de sistemas de produção que sejam competitivos, sustentáveis e capazes de produzir carne de boa qualidade a baixo preço (DETMANN  et al.,  2004). Em dietas de bovinos confinados a utilização de aditivos alimentares  tem como objetivo principal a melhoria da conversão alimentar e/ou ganho de peso, embora benefícios secundários possam ocorrer como a melhoria na sanidade geral do animal (GRAMINHA et al., [2011]?).

Atualmente, os consumidores vêm aumentando a preocupação com sua saúde, preferindo consumir alimentos saudáveis, livres de possíveis resíduos na carne e no leite. Diante essas exigências, o uso de produtos de origem orgânica utilizados na produção de carne bovina poderá ganhar novos mercados (JORGE et al., 2006).

Neste contexto, vem  sendo utilizados os probióticos, aditivos alimentares que elevam o crescimento e a engorda dos animais. (NICODEMO, 2001).

Esta prática está sendo utilizada com o intuito de  obter melhores resultados no desempenho animal em confinamento, a adição de  probiótico na dieta, mantém o equilíbrio da flora intestinal, harmoniza a função digestiva e a saúde do animal (DINIZ et al., 2010), além de, auxiliar na estabilização do pH ruminal, proporcionar maior digestão de frações fibrosas da dieta, maior consumo e aumento na síntese microbiana (SANTOS et al., 2006).

Estudos comprovam que a adição de probiótico na alimentação de bovinos confinados proporcionou melhoria no ganho de peso e na  receita líquida (lucro) dos animais confinados (DINIZ, 2010).   O probiótico teve ação destacada como controlador da microbiota ou inibidor de microorganismos patogênicos, pois os bovinos apresentaram um melhor desempenho quando comparado com as dietas sem adição de probióticos (BARRIQUELO et al, [2011]?).

Referências

BARRIQUELO A.L. et al. Avaliação da eficiência de um probiótico no ganho de peso de bovinos.  Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões, Campus de Erechim – RS. [2011]?

DINIZ, T.C.S. Utilização de probiótico e uréia protegida na alimentação de bovinos terminados em confinamento. In: 47ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira de Zootecnia, 2010, Salvador, BA. Anais… Salvador, BA, 2010.

DETMANN, E. et al. 2004. Níveis de proteína bruta em suplementos múltiplos para  terminação de novilhos mestiços em pastejo durantea época  seca: desempenho produtivo e características de carcaça. R. Bras. Zootec., v. 33(1) p. 169-180.

GRAMINHA, C.V. et al. Aditivos na Produção de Bovinos Confinados. Disponível em: <  HYPERLINK “http://www.grupoapb.com.br/pdf/bovinos_confinados.pdf” http://www.grupoapb.com.br/pdf/bovinos_confinados.pdf> Acesso em outubro de 2011.

JORGE, C.F.J.F. et al. Efeito de um aditivo alimentar contendo probiótico e enzimas digestivas no ganho de peso em bovinos Nelores em regime de pasto. In: IV Encontro de Pesquisa e Iniciação Científica do Estado e da Região do Pantanal, 2006, Campo Grande, Brasil. Anais… Campo Grande, Universidade para o Desenvolvimento do Estado e da Região do Pantanal.

NICODEMO, M. L. F. 2001. Uso de aditivos na dieta de bovinos de corte. Documentos 106. Campo Grande: Embrapa Gado de Corte. 54 p.

QUADROS, D.G. Confinamento de bovinos de corte. Disponível em: <  HYPERLINK “http://www.neppa.uneb.br/textos/publicacoes/cursos/confinamento_bovinos_corte.pdf”  HYPERLINK “http://www.neppa.uneb.br/textos/publicacoes/cursos/confinamento_bovinos_corte.pdf” http://www.neppa.uneb.br/textos/publicacoes/cursos/confinamento_bovinos_corte.pdf> Acesso em outubro de 2011.

SANTOS, F.A.P.et al. Desempenho de vacas em lactação recebendo dietas com diferentes teores de amido total, acrescidas ou não de levedura (Saccharomyces cerevisiae). Revista Brasileira de Zootecnia, v.35, n.4, p.1568-1575, 2006.