Marco Antonio Spinardi Jubran; Mayara Rosa Gonçalves
A mastite é uma doença contagiosa e de fácil transmissão entre as vacas. Ocorre em uma ou mais tetas e pode aparecer quando a vaca está em lactação ou durante o período seco. Esta doença pode se apresentar de forma clínica, onde vários sintomas estão presentes como: secreção de leite com grumos, pus ou de aspecto aquoso, tetas e úbere com vermelhidão, duros, inchados, doloridos e quente. As vacas podem ainda apresentar febre, perda de apetite e chegar a morte em casos mais graves.
Uma outra forma é a subclínica, onde os sintomas não estão presentes. Neste caso, somente testes especiais como o CMT (California Mastitis Test) podem diagnosticar a doença.
Os prejuízos causados na redução da produção de leite podem chegar a mais de 20% da produção diária. E, os decorrentes da desclassificação do leite por causa da qualidade e dos resíduos de antibióticos, descarte e morte de vacas, gastos com tratamento, entre outros, aumentam ainda mais estes prejuízos. Os estudos demonstram que as causas que levam ao aparecimento da doença obedece a um tripé, onde estão fatores ambientais, do animal e principalmente do manejo das vacas.
A prevenção de mastite está no manejo aplicado na propriedade, para isto devemos atentar aos itens abaixo:
1) Ordem de ordenha: primeiro ordenhar as vacas sadias, em segundo as vacas tiveram a mastite e foram tratadas recentemente, e por último as vacas em tratamento.
2) Higiene na ordenha: atentar para a limpeza do úbere, secar com papel toalha descartável, e realizar a desinfecção da ordenhadeira a cada troca de úbere.
3) Exames: Realizar o teste da caneca preta em todos os animais antes de iniciar a ordenha, para detectar mastite clínica. Uma vez por semana, realizar o CMT (teste da raquete) para detectar mastite subclínica.
4) Manejo após ordenha: após a ordenha o esfincter do teto permanece aberto por 30 minutos, sendo o período de maior probabilidade de contrair a mastite causada por agente externo (como deitar no barro após a ordenha). Desta forma, oferecer volumoso no cocho sempre após a ordenha, fazendo com que os animais fiquem em pé comendo durante este período, evita a infecção.
5) Regulagem da ordenhadeira: se não estiver regulada, vai causar danos ao teto, e aumentar a probabilidade do que foi descrito no item 4 acima.
6) Fazer uso de probióticos na alimentação dos animais: As vacas leiteiras são animais que sofrem todos os dias com o estresse do manejo intensivo. Isto causa um desiquilíbrio da flora intestinal, e migração através da corrente sanguínea de batérias gram negativas oportunistas para o úbere do animal, causando o que chamamos de mastite decorrente dos efeitos indesejáveis do estresse. Com o uso de Probióticos na alimentação diária dos animais, prevenimos esta mastite por sempre manter uma flora regulada além de melhorar a absorção dos nutrientes, otimizar a conversão alimentar e aumentar a produção leiteira.