João Rodrigo Gil de los SantosI; Carlos Gil-TurnesII
A avicultura industrial, que há muito tempo depende da utilização de antimicrobianos adicionados às rações fornecidas aos animais, necessita manter ou melhorar os índices de produtividade após a proibição de seu uso. Embora tenham sido relatados resultados controversos a respeito da eficácia dos probióticos, foi demonstrado que algumas espécies de probióticos, além de mudar a estrutura da microflora bacteriana do trato gastrintestinal de aves, podem prevenir infecções e melhorar a qualidade de carcaça, mantendo os mesmos índices de produtividade alcançados com a utilização de antimicrobianos, reduzindo a mortalidade, as condenações de carcaça, melhorando a conversão alimentar e o ganho de peso.
Ainda que as indústrias estejam relutantes quanto à sua incorporação nas operações industriais, alguns probióticos aparecem como uma alternativa às restrições impostas ao uso de antimicrobianos na produção animal pelos mercados consumidores mais exigentes e, assim como ocorreu na medicina humana, é muito provável que o consumo em larga escala de probióticos seja uma realidade nos próximos anos, tornando-os indispensáveis na avicultura industrial.
I Médico Veterinário, MSc, Programa de Pós-graduação em Biotecnologia Agrícola, Centro de Biotecnologia, Universidade Federal de Pelotas, Brasil.
II Médico Veterinário, MSc, DSc, Professor Titular, Faculdade de Veterinária, Centro de Biotecnologia, Universidade Federal de Pelotas, Campus Universitário, s/n, CP. 354, 96010-900, Brasil.
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http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0103-84782005000300042&script=sci_arttext